Tv & Cinema

Televisual produtora de vídeo, cinema, publicidade, comunicação e marketing - Petrópolis RJ

 


Nossos filmes

Uma das características da Televisual é investir em suas idéias através de projetos próprios. Foi sempre assim com os documentários, videoclipes, shows e programas de tv que produzimos.


Dedicamos aqui um espaço especial ao que mais gostamos de fazer: os documentários. E vamos começar logo pelo maior desafio. Depois de vários curtas e médias, em 2007 iniciamos o ousado projeto de produzir nosso primeiro longa metragem. Dez meses depois, ele estava pronto. Essa é a história que você vai conhecer a seguir.

Um filme sobre o amor pelas canções de amor


Documentário mostra

como a tradição das serenatas transformou a pequena Conservatória em um paraíso das canções de amor que vive da sua cultura

Uma tradição de mais de cem anos contada em pouco mais de cem minutos. Se o tempo é relativo, no documentário “Conservatória – eterna serenata”, o amor é absoluto. Afinal, o amor é o personagem principal; é o elemento catalisador de toda a história e foi por um amor repentino – que habitualmente arrebata quem conhece Conservatória, que o roteirista e diretor Heber Lobato Jr. e o produtor Marcelo Filgueiras se decidiram, in loco, pela produção do filme.


O documentário tem como personagem principal Joubert Cortines de Freitas. Em 1938, ele e seu irmão José Borges - ambos ainda adolescentes, se integraram aos seresteiros de Conservatória. Na década de 50 conquistaram a liderança do movimento e promoveram a consolidação das serenatas como o grande patrimônio do pequeno distrito do município fluminense de Valença.


Toda essa história está no filme que fala de Conservatória desde os prósperos tempos da cultura do café até o momento atual onde, graças às serenatas, o distrito passou a ser reconhecido como o primeiro Arranjo Produtivo Local (APL) de Entretenimento do Brasil.  Mas a economia é só um dos aspectos em que a tradição das serenatas promoveu uma grande mudança.


“Nosso filme de amor tem todos os ingredientes do gênero. É uma história que se for resumida, pode muito bem ser contada assim: Pela Rodovia Canção do Amor, seguimos até o Túnel que Chora. O túnel nos leva até a Rua das Flores, por onde ingressamos em um mundo de canções românticas chamado Conservatória. Lá, a Lua teima em não dormir. Os violões nunca silenciam, salpicando acordes de saudade pelas mãos de homens simples que, em lá chegando, se transformam num misto de artistas e sábios menestréis. Você vai dizer - Ah, nem parece um documentário! Então, se preferir, pode dizer também que é um filme de amor de verdade”, explica Heber Lobato Jr.

As filmagens registraram aspectos típicos de Conservatória


“É um filme muito bonito e estou muito feliz em ver nossa história contada assim”.

Os diretores Marcelo e Heber em Conservatória

BASTIDORES DA PRODUÇÃO


O filme começou a ser rodado em fevereiro de 2007. “Apesar de sempre ter ouvido falar das famosas serenatas, nenhum de nós conhecia o distrito – afirma Heber. Fomos até lá para rodar um material institucional para a Light e nos encantamos de imediato com o lugar e com o original movimento dos seresteiros. Começamos logo a trabalhar pensando em produzir material adicional para um documentário. Pra nossa sorte, o então diretor-presidente da Light, José Luiz Alquéres – um entusiasta da cultura, também havia se encantado com Conservatória. Ele nos apoiou  e o que era pra ser um pequeno vídeo sobre o lugar virou o projeto de um longa-metragem”.


Depois disso, foram muitas outras idas a Conservatória. Nesse período, foram registradas várias das tradicionais serenatas de Conservatória e mais: os principais atrativos históricos e naturais, o carnaval local e inúmeros depoimentos das pessoas do lugar. “A pesquisa histórica contou com o valioso acervo de informações e imagens do Museu da Seresta e Serenata de Conservatória e também do Centro Cultural Light. Além da total confiança e apoio da Light ao projeto, tivemos ainda a colaboração valiosa e voluntária de muitas pessoas ligadas ao movimento das serenatas”, explica o produtor Marcelo Filgueiras.

Filme de amor e musical – Além de contar a história das serenatas, houve um especial cuidado com o uso das músicas dentro do filme. A primeira preocupação foi com a memória do repertório das serenatas. São dez números musicais completos com canções de diferentes autores. Todas fazem parte do repertório dos seresteiros de Conservatória. Além disso, as trilhas instrumentais também são gravações domésticas originais, que foram gentilmente cedidas. Raridades com composições e a participação dos músicos fundadores desse movimento. Nomes como o grande violonista Luiz Magalhães, José Borges e Emérito Silva.

Equipe do filme: Ronald, Heber e Marcelo no Cine Centímetro

Sinopse


Depois do apogeu do ciclo do café e de uma não tão bem sucedida investida na pecuária leiteira e na indústria de laticínios, a pequena Conservatória – distrito do município fluminense de Valença, chegou a ser considerada um “cemitério de vivos”, tamanha a sua decadência. A descoberta de uma nova e bem sucedida vocação econômica passa pelo reencontro com sua longa tradição cultural nas serenatas. Um reencontro marcado pelo amor e pela dedicação absoluta de dois irmãos para com as canções de amor brasileiras. Amor que mudou para sempre a vida desse lugar.



Ficha Técnica:


Título: “Conservatória – eterna serenata”

Gênero: Documentário

Produtora: Televisual

Ano de produção: 2007

Duração: Longa metragem - 108 minutos

CBP: nº 07008104

Roteiro, direção de fotografia e direção: Heber Lobato Jr.

Diretor de produção: Marcelo Filgueiras Campos

Narração: André Rodrigues

Apoio Técnico e iluminação: Ronald Saldanha

Arte e cartaz: Walter Vinícius Paixão

Trilha incidental: Seresteiros de Conservatória

“Conservatória – eterna serenata” também traz uma outra novidade: não será comercializado. O diretor Heber Lobato Jr., explica: “Nossa principal motivação é que o filme consolide as informações sobre a história desse movimento e provoque uma reflexão sobre uma verdadeira atitude cidadã na preservação de nossos bens imateriais. Esse é o belo exemplo dos seresteiros de Conservatória. Todo o espetáculo das serestas é público, gratuito e feito integralmente de forma voluntária. Por isso, busquei sublinhar no roteiro que é um caso de amor e não uma simples paixão. Desde que se materializou a idéia de fazer um filme, nós decidimos que ele seria cedido gratuitamente para exibição, o que faz todo o sentido. Cada pessoa que participou direta ou indiretamente do filme o fez voluntariamente. Até a Light foi voluntária nesse processo, ajudando como podia o que era inicialmente apenas a idéia para um modesto vídeo. Não captamos nada em leis de incentivo ou qualquer outro benefício legal. Investimos recursos próprios, materiais e equipamentos e todo o nosso tempo livre para viabilizar o projeto”.


Segundo o produtor Marcelo Filgueiras, “Para divulgar essa mensagem, nosso filme tem participado do circuito dos principais festivais de cinema. Em paralelo, temos buscado a sua exibição, de forma não comercial, através de tv’s educativas, universitárias, canais públicos e afins e temos sido muito bem recebidos. Cumprida essa etapa, além da Televisual, tanto o Centro Cultural Light quanto o Museu da Seresta e Serenata serão os fiéis depositários do filme, podendo administrar livremente a cessão pública ou privada de cópias e exibição, desde que de forma não comercial e para fins educativos. Essa é a forma que nós encontramos de manter viva toda essa memória e de provocar essa reflexão”.

Cena do filme: Joubert de Freitas (a esquerda) a frente das serenatas que consolidou junto com o irmão José Borges

PERSONAGENS COMENTAM:

Ivo Raposo – Diretor do Festival

Cinemúsica e proprietário do

Cine Centímetro em Conservatória.

Joubert de Freitas - personagem

principal e narrador da saga dos

seresteiros de Conservatória.

São décadas nas serenatas e em todo esse tempo foram muitas gravações para tv’s do Brasil e do exterior. Por isso, posso dizer: nunca se chegou a algo parecido com este filme. Ele captou a essência do nosso movimento”.

Marlene Borges - viúva de José Borges.

“O filme é emocionante mesmo para nós que conhecemos e vivenciamos há tanto tempo essa história. Há apuro e fidelidade na pesquisa e um cuidado especial com o uso das músicas dentro do enredo”.

Marluce Magno - seresteira e

responsável pelo projeto de formação

de jovens seresteiros locais.

“Um sensacional documentário com uma esmerada produção”.